FORA DE CASA

Passamos as nossas vidas a correr de casa para o emprego, do emprego para casa. Pelo meio, ficam as idas ao supermercado e pouco mais. E pronto, assim se pode resumir o dia-a-dia que nos é familiar.

Mas agora que os filhos já saíram de casa – o quê, ainda não saíram? Mas já têm idade para dar uma ajuda! – fica mais tempo para nos ocuparmos de nós. Finalmente podemos começar a programar umas idas ao ginásio, mas também um pouco de exercício ao ar livre. Não comece já a pensar que estamos a sugerir que vista o fato de treino e que vá correr a meia-maratona. Não, atrevemo-nos a sugerir, para os que não são especialmente amantes de desporto, uma tranquila caminhada num parque público. Quase todos os nossos municípios de preocupam em proporcinar zonas de lazer em locais aprazíveis, onde se pode caminhar ao ritmo que mais nos agradar e relaxar depois, lendo um livro ou uma revista, numa esplanada.
Nem lhe passava pela cabeça, pois não? Mas é por isso que cá estamos: para lhe lembrar os milhares de coisas que não lhe passam pela cabeça.

VOLUNTARIADO – MISSÃO E OCUPAÇÃO DO TEMPO LIVRE

Muitas pessoas queixam-se de não saberem o que podem fazer pelos outros, embora sintam o desejo de contribuir para minorar os problemas que afligem tantas famílias – e tantos idosos sem família – em todo o país. Por haver muito para fazer e muitas instituições a necessitar de vontades e braços para ajudar, decidimos abordar neste 45+ o tema do voluntariado, para que possa oferecer a sua colaboração. Ajudar é gratificante para quem se dedica a essa actividade e a idade não constitui entrave. Umas horas apenas por semana podem fazer a diferença... para os outros e para si!

Começamos hoje por publicar o enquadramento oficial do estatuto do voluntário. Em futuros posts daremos sugestões de instituições, em todo o país, onde a sua colaboração será certamente útil e bem-vinda.

 Voluntário (art.º 3.º da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro)

É o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar acções de voluntariado no âmbito de uma organização promotora.
 A qualidade de voluntário não pode, de qualquer forma, decorrer de relação de trabalho subordinado ou autónomo ou de qualquer relação de conteúdo patrimonial com a organização promotora, sem prejuízo de regimes especiais constantes da Lei.

Por isso ser voluntário é:

 Ø Assumir um compromisso com a organização promotora de voluntariado;
 Ø Desenvolver acções de voluntariado em prol dos indivíduos, famílias e comunidade.
 Ø Comprometer-se, de acordo com as suas aptidões e no seu tempo livre;


Actuação do voluntário:

Actuar como voluntário é ter um ideal por bem fazer, que assenta numa relação de solidariedade traduzida em:

- Liberdade, igualdade e pluralismo no exercício de uma cidadania activa;

- Responsabilidade pelas actividades que desenvolve com os destinatários;

- Participação nas actividades a desenvolver pela organização promotora na aplicação do Programa de Voluntariado;

- Gratuitidade no exercício da actividade, mas sem ser onerado com as despesas dele decorrente;

- Complementaridade com a actividade dos profissionais, sem os substituir;

- Convergência e harmonização com os interesses dos destinatários da acção e com a cultura e valores das organizações promotoras.



VOLUNTARIADO EM SETÚBAL

Hoje divulgamos aqui o comunicado da Cáritas de Setúbal publicado no site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado:

Ser Voluntário .....na Cáritas de Setúbal

A Cáritas Diocesana de Setúbal promove e desenvolve, pela sua própria natureza, o Voluntariado, na sua dinâmica organizacional de serviço ao próximo. Somos uma organização que, pela sua identidade de Missão e sentido de serviço aos mais pobres, acolhe todos os que vêm até nós para dar e receber. Esta dinâmica é a raíz da Missão que nos move, ao tornar visível a medida cheia - calcada e a transbordar.

Qualquer pessoa pode ser voluntária na Cáritas porquanto o que queremos, o que desejamos, é que os voluntários partilhem do espírito de Missão, aprendam a escutar, saibam acolher, para poder distribuir o pão que sacia o estômago dos mais pobres.

Vivemos momentos dificeis, cada vez mais próximos de uma pobreza de bens essenciais, que a muitos afecta e a todos implica, porque todos a sentimos.

Se a todos é pedida e exigida uma vida mais austera, mais direccionada para o essencial, alguns, muitos mesmo, vivem já na privação dos bens essenciais como o pão, a habitação, a saúde...bens considerados de cidadania, direitos sociais pois, sem eles, nada nem ninguém pode ser verdadeiramente pessoa, cidadão.

Ser voluntário, junto dos pobres mais pobres, é acima de tudo, estar disponível para escutar e comprometer-se, oferecendo ao outro, quanto mais não seja, o valor, a dignidade que ele deseja e a que tem direito.

A cáritas de Setúbal desenvolve, há já vários anos, para apoio aos "sem abrigo" e "passantes", o projecto " Tornar a Ser" , com a colaboração de voluntários.

Todos começaram com um curso de formação inicial, antes de iniciarem a actividade, assumida com responsabilidade. Foi esse o caminho seguido pela nossa voluntária C., com 87 anos de idade, que todas as 6ªas feiras, faça frio ou calor, seja verão ou inverno, aqui está de corpo e alma pelas 17. 30, alegre, bem disposta, sorridente. São um grupo de nove voluntários que distribuídos pelos vários dias da semana, estão conosco e nos ajudam nesta Missão. Neste mesmo Centro numa outra Valência, a de apoio aos portadores de HIV/Sida, uma voluntária, todos os dias da semana, dá o seu melhor para conosco ir ao encontro desta população que tanto necessita. Para se ser voluntário, não é só querer!...É preciso ir aprendendo a ser!...

Este ano lectivo, contámos com um grupo do 12º ano de uma Escola Secundária, que na disciplina de área de Projecto realizou, ao longo deste ano, um trabalho de voluntariado digno de registo. Acompanhados por duas Professoras vieram ajudar no projecto "Tornar a Ser", não só a servir as refeições mas, sobretudo, para conversar, escutar e dinamizar actividades lúdicas que permitiram a partilha de experiências de vida que a todos enriqueceu e que, certamente, marcou as suas vidas. Um projecto coerente, consistente, com muitas sementes lançadas e alguns frutos já colhidos.

O que acreditamos ser a nossa mais-valia, é a vida transformada em mais vida partilhada. Nisto reside a essência do Voluntariado!

Isabel Monteiro
Directora Técnica do Centro Social
de S. Francisco Xavier


VOLUNTARIADO – TESTEMUNHO DO PADRE FEYTOR PINTO
|
Hoje deixamos aqui extractos de uma entrevista sobre voluntariado, publicada no site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado.

Padre Feytor Pinto:
Há 30 anos que acompanho voluntários e, na sua formação, exerço também a missão do voluntário. O voluntariado supõe o apoio a pessoas em dificuldade que são assistidas através de uma presença humana, de uma relação positiva, do contributo de bens e serviços que ajudam as pessoas, muito para além dos apoios oficiais que o Estado pode proporcionar. O voluntariado exerce-se no jogo dos afectos que estimula a relação, mas caracteriza-se pela competência no que se dá. Neste contexto, posso agora responder às suas perguntas.

Num Sistema de Saúde como o português – que se pretende universal – como seriam os cuidados prestados se não existisse voluntariado?

O voluntariado constitui elemento indispensável à humanização da saúde. No exercício de cuidados, para além do diagnóstico e do tratamento terapêutico, exige-se o acompanhamento integral da pessoa em crise. Não é suficiente o conjunto de intervenção e medicamentos a administrar. Impõe-se uma relação humana de qualidade. Esta relação humana constante é difícil para os técnicos, médicos, enfermeiros e outros, que raramente conseguem a presença continuada junto de um grupo de doentes, muitas vezes numeroso. Então, os diversos serviços têm como colaboradores lógicos, os voluntários que, preparados ao nível da psicologia e da relação personalizada, completam o trabalho que os profissionais vão desenvolvendo. Curiosamente é de notar que a presença dos voluntários não se refere apenas a doentes pobres, migrantes, sem estatuto social. Os voluntários servem a todos os doentes, na área que lhes está confiada. São para todos, qualquer que seja a sua condição, uma vez que o apoio anímico e a complementaridade pedida pelos serviços são devidos a todos os doentes internados. Neste contexto, se nos cuidados prestados não existirem voluntários, não se está a contribuir para a mais qualidade que é devida ao homem todo e a todos os homens.


Com a evolução do envelhecimento em Portugal, que novos desafios se colocam ao voluntariado em geral, e ao voluntariado em saúde em particular?

Esta pergunta põe duas questões. A primeira: uma população mais envelhecida necessita de mais cuidados sociais e de saúde. Então, reconhecendo que o grande problema das pessoas mais velhas é a angústia da solidão, o voluntário tem uma missão extraordinária, de proximidade, de ocupação do tempo, de complementaridade nas ajudas em casa ou no estabelecimento de relações de vizinhança. É um trabalho importantíssimo no apoio ao domicílio ou na orientação do tempo livre, no “centro de dia” ou noutros lugares. O maior número de doentes idosos nos hospitais também exige um trabalho específico mais bem estruturado. A segunda questão é um desafio: Os idosos que chamarei seniores, pessoas com anos, mas com uma saúde razoável, são candidatos lógicos a um voluntariado competente, até porque ocupam o tempo fazendo o bem a outras pessoas mais carenciadas. Sentem-se assim mais úteis, nesta etapa mais avançada da vida.


VOLUNTARIADO NA RAMADA

Maria da Conceição dos Santos Marques Sousa, 73 anos, Voluntária ( in site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado) :

Após a reforma aos 70 anos encontrava-me muito só e pensei ajudar os que mais precisavam de apoio. Comecei por apoiar o serviço de apoio domiciliário integrado ajudando a dar comida e banhos a doentes acamados.
Ao mesmo tempo, desde o ano 2000 que todos os meses de Agosto dedico o meu tempo à confecção das refeições para os idosos do apoio domiciliário e funcionários da instituição. No total de cinquenta refeições diárias. Este trabalho é feito com a colaboração de outras voluntárias, estando a arrumação e a limpeza da cozinha e dispensa também à minha responsabilidade.
Actualmente, confecciono as refeições para os bebés dos 8 aos 16 meses da creche do Centro Comunitário Paroquial da Ramada. É um trabalho gratificante, que me distrai e onde faço amizades. Aos fins de semana apoio ainda na confecção das refeições para os seminaristas e sacerdotes que vêm à Paróquia da Ramada.
Estou sempre disponível para ajudar o próximo, sentido-me feliz, útil e não envelhecendo de uma forma doentia.

VOLUNTARIADO - Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Voluntária da DASL Sul ( in site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado) :
Acompanhou-me desde longa data um desejo de iniciar uma vida de “voluntariado” logo que terminasse a minha vida profissional e entrasse na situação de “aposentada”.
Muito embora fosse muito forte o desejo de servir a causa do “voluntariado” senti que não o poderia fazer como desejaria dado que a minha vida particular tal não permita. Sentia, porém que algo poderia fazer e por isso não deveria desistir. E assim aconteceu.
Depois de várias propostas decidi-me pelo “Voluntariado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”. O meu voluntariado é dirigido aos idosos que se encontram internados em lares, idosos esses que são subsidiados pela Santa Casa. Muitos desses idosos não têm na família uma pessoa amiga, enfim alguém que lhes dê um pouco de carinho, de ternura, de amor, de atenção, bem como tratar de certos assuntos pessoais, pois já têm dificuldade para o fazer.
Passei a ser a sua “Procuradora”. Sou eu que procuro resolver todos os assuntos que necessitem de ser resolvidos e isso contribui para que se sintam que não estão sós, que têm alguém que os escuta, que os ajuda, que os apoia e está sempre ao seu lado para lhes dar força, aquela coragem que tanto necessitam para enfrentar a adversidade que estão vivendo mas que com muita esperança, muita fé poderá ser vencida.
E esta mensagem é a mensagem que desejo e espero saber transmitir-lhes.
Termino com um apelo.
Quer tenha muito ou pouco tempo disponível para “voluntariado” deve fazê-lo porque será de certo uma grande prova de amor ao seu semelhante.

VOLUNTARIADO - Coimbra
Armando Silva (Coordenador do Voluntariado Hospitalar do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Coimbra, in site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado) :

Logo que me aposentei, comecei a dedicar-me ao Voluntariado. Dou o meu contributo como Voluntário do Núcleo Regional do Centro Liga Portuguesa Contra o Cancro no Centro Regional de Oncologia de Coimbra, onde todos os dias chegam doentes dos mais diversos pontos do país.

Utilizam variados meios de transporte (ambulâncias, táxis, ou veículos próprios). Se o doente vem pela primeira vez, é normal que se sinta muito traumatizado, bem assim como os seus familiares e fica sem nada a que se agarrar. Tudo é novo e diferente. E porque tudo isso acontece, o doente vai sentir-se inseguro e tem medo, porque não sabe o que lhe vai acontecer.

O Voluntário é a pessoa humana que vai estar em contacto com o doente, partilhando as suas angústias e seu sofrimento.

Sinto-me um privilegiado por estar ao serviço do Voluntariado dos Doentes que sofrem da terrível doença a que se chama cancro, porque me apercebo, que me enriqueço humanamente, dando-me diariamente aos outros.


SE CONDUZIR, NÃO BEBA


Já aqui prevenimos contra o consumo imoderado do álcool, mas quando se associa o álcool à condução automóvel, todas as recomendações são importantes. Siga a norma à risca: se conduzir, não beba. Não beba mesmo. 

O Verão é tempo de muitas festas, feiras, romarias, 
convívios e alegria. Infelizmente, todos os anos essa alegria é manchada por números dramáticos, que parecem nunca deixar de aumentar, de desfechos fatais. O número de vítimas, em Portugal, é enorme. É impensável que, perante essa evidência, as pessoas continuem a beber e a conduzir. A lei portuguesa pune com multa todos os condutores que circulem com um grau de alcoolémia igual ou superior a 0,5 g/l sangue, ou pena de prisão, com taxas de alcoolémia superiores a 1,2 g/l sangue e, apesar disso e de todas as operações de prevenção levadas a cabo nesta época, os números continuam a ser dramaticamente elevados.
Durante o período de Verão, é natural viajar-se mais de automóvel e conduzir com maior frequência. No entanto, para melhor apreciar a viagem e tirar partido das férias, a condução deve ser feita com segurança. Para tal:
  • Respeitar as regras de trânsito e a sinalização. Dentro das cidades e povoações não é permitido circular a mais de 50km/hora. Fora das cidades o limite máximo de velocidade é de 90 km/hora e nas auto-estradas de 120 km/hora;
  • Descansar após duas horas a conduzir e dormir o suficiente antes de iniciar uma viajem mais longa;
  • Se tomar medicamentos que podem interferir com a condução, evitar conduzir, ou se tiver de o fazer seja especialmente cuidadoso;
  • Não se esqueça de dar sempre prioridade aos peões. A prioridade é dada ao veículo que se encontra pela direita, salvo se existir sinalização em contrário. Nas rotundas tem prioridade quem circula.

VIAJAR SEGURO – Cartão Europeu de Seguro de Doença

Viajar é um prazer que não tem de diminuir com a idade. Com efeito, a reforma, a disponibilidade de tempo e o interesse que parece muitas vezes ser estimulado pelo curso dos anos levam a despertar uma apetência especial pelas viagens. Contudo, se nas viagens dentro do país essa inquietação não se põe, quando se trata do estrangeiro surge, por vezes, a pergunta: e se eu adoecer no estrangeiro? É para isso que foi criado o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD).

Parta sem medos e com conhecimento dos seus direitos! A Direcção Geral da Saúde publica no seu site toda a informação sobre o CESD.
Aqui ficam alguns dos pontos mais importantes:
O CESD tem um modelo único, comum a todo o espaço da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça. Foi criado com o objectivo de simplificar administrativamente a identificação do seu titular e da instituição financeiramente responsável pelos seus cuidados de saúde. Desde 1 de Janeiro de 2006, é emitido e reconhecido em 31 Estados na Europa, a saber: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Grécia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Listenstaine, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, República Eslovaca, Roménia e Suécia e Suíça.
O Cartão Europeu de Seguro de Doença ou o documento equivalente, o Certificado Provisório de Substituição (CPS), torna mais fácil obter acesso à assistência médica de que possa precisar quando se encontre temporariamente noutro Estado. Esta assistência é prestada de acordo com as regras em vigor no Estado que visita e os custos incorridos serão reembolsados segundo as taxas aplicadas, no mesmo Estado, mas pelo Estado competente. Se a assistência médica é gratuita no Estado que visita também terá direito a assistência médica gratuita ao apresentar o seu cartão ou documento equivalente, podendo ter que pagar taxas moderadoras/comparticipações se tal estiver previsto na legislação do Estado em causa. Esses encargos não são reembolsados pela instituição competente.
O  modelo do Cartão obedece a especificações uniformes para todos os Estados envolvidos. O objectivo é assegurar que o cartão seja imediatamente reconhecido pelos médicos prestadores de cuidados de saúde, centros de saúde e hospitais. O cartão contém algumas informações obrigatórias, apresentadas de forma normalizada, que podem ser lidas seja qual for a língua do titular. Este modelo só é comum numa das faces do cartão. Os Estados Membros são livres de escolher o que figura na outra face.
O CESD é nominativo e individual. Uma vez que o cartão é individual, cada membro da família da pessoa segurada deve ter o seu cartão.
Se por acaso se esquecer do seu cartão ou o perder, receberá, naturalmente, toda a assistência necessária que lhe permita continuar as suas férias sem ter de regressar ao seu país para receber tratamento. Pode pedir à instituição de segurança social ou ao subsistema de saúde que o abrange que lhe envie por fax ou correio electrónico um Certificado Provisório de Substituição (CPS). Este é equivalente ao Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) e dá-lhe o mesmo direito a cuidados de saúde e ao reembolso dos custos correspondentes durante uma estada temporária noutro Estado. Esta medida é especialmente aconselhada se precisar de ser hospitalizado.
Se pedir o Cartão Europeu de Seguro de Doença, a instituição de segurança social ou o subsistema de saúde que o abrange é obrigada a fornecer-lho ou, em alternativa, a entregar-lhe um Certificado Provisório de Substituição (CPS), se o cartão não estiver imediatamente disponível. Deve fornecer-lhe um destes documentos, para que possa ir de férias com tranquilidade
Só pode utilizar o Cartão Europeu de Seguro de Doença se for a um prestador de cuidados de saúde abrangido pelo regime de seguro de doença estabelecido pela lei do país de acolhimento. Antes da deslocação deve informar-se acerca dos procedimentos para obter tratamento médico no Estado que vai visitar. Se for a um médico privado ou a uma clínica privada, não poderá utilizar o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença.
Para pedido de emissão / renovação do CESD para beneficiários do regime geral de segurança social, aceda a: Centros Distritais (de Segurança Social) do Instituto da Segurança Social, I.P. No sítio da Segurança Social (www.seg-social.pt) encontra o endereço de todos os Centros Distritais, incluindo o electrónico. Basta entrar no sítio e, no mapa de Portugal que lhe aparece logo na primeira página, assinalar com o botão esquerdo do rato o Distrito que pretende. O Cartão, uma vez emitido, é enviado por via postal para o domicílio do titular. O prazo de entrega está em cerca de 7 dias úteis após a ordem de emissão.

ONDE É QUE VAMOS COM OS MIÚDOS

Em tempo de crise provavelmente não dá para grandes avarias, tais como ir à Disney de Paris ou a banhos para Puerto Banus. Também não nos parece boa ideia encharcar os miúdos em doses industriais de gelado, hamburgers e batatas fritas (poderia assegurar uma certa popularidade, mas os resultados serão desastrosos). Baldes king-size de pipocas e filmes em 3D? Uma vez até se pode prevaricar a esse ponto, mas mais, é caso para se candidatar ao prémio da pior avó (avô, tio, tia, padrinho, madrinha...) da Europa. Então? Piscina? Ok. Skate? Pode ser. Bicicleta, futebol, praia... tudo aprovado. Mas às vezes apetece um programa diferente. Passar  com eles um tempo de qualidade, que lhes deixe uma recordação mais duradoira, que permita viajar à descoberta de coisas, lugares e histórias que lhes fiquem na memória.
Neste nosso espaço ONDE É QUE VAMOS COM OS MIÚDOS? Vamos deixar-lhe sugestões das mais variadas actividades. Algumas ficam mesmo ao pé da porta, outras exigem uma deslocação, mas mesmo estas valem a pena! Se não lhe apetecer pegar no carro, tem sempre a possibilidade do comboio, que proporciona viagens que, por si só, são já um divertimento. Sabia que na CP, a partir dos 65 só paga 50%? Informe-se sobre as promoções que a CP oferece. O comboio é cómodo, rápido, seguro e divertido.

Pavilhão do Conhecimento


O Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva propõe aos jovens visitantes a resolução de um enigma policial: quem matou o director do Museu de Ciências Naturais belga? Cabe aos CSI’s de palmo e meio desvendar o mistério e descobrir o culpado.
Será que uma análise laboratorial de ADN é sempre fiável? A posição do corpo da vítima é determinante para saber como foi assassinada? O que podem dizer uma beata com restos de saliva, as marcas de um projéctil ou as larvas encontradas num cadáver sobre as circunstâncias do crime? As fibras de uma camisola ou pedaços de um bolo com marcas de dentes serão suficientes para mandar alguém para a prisão? É preciso juntar as pistas e fazer uso da ciência para descobrir o autor deste "Crime no Museu".
A investigação passa por oito laboratórios:           
Vestígios Biológicos e ADN
             Balística
             Entomologia Forense
             Pegadas
             Fibras e Microfibras
             Impressões Digitais
             Medicina Legal
             Odontologia Legal
Em cada um deles os cientistas forenses terão de analisar cabelos, sangue, fibras, larvas, pegadas, impressões digitais. Há pistas válidas e outras que só servirão para baralhar o curso da investigação. Uma coisa é certa: a culpa nem sempre é do mordomo.
A exposição "Crime no Museu"  está aberta ao público até 2 de Outubro de 2011.

Centro Ciência Viva do Lousal e Museu Mineiro


Entre Canal Caveira e Ermidas do Sado, ficam as minas de Lousal, de onde foram extraídas pirites de cobre durante os anos compreendidos entre 1900 e 1988. Nesse mesmo local, foi criado o Museu Mineiro. Aqui podem ver-se as velhas máquinas que constituiam o centro nevrálgico de laboração das minas, e as antigas estruturas de trabalho - hoje recuperadas especialmente para serem visitadas pelo público - instalações, escavações e galerias da mina, e mesmo os motores da central eléctrica que abastecia não só a mina como também a população local.

Na mesma localidade, no Centro Ciência Viva do Lousal o visitante é convidado a viajar no tempo e a recuar à época em que a mina do Lousal se encontrava activa, onde minérios formados há milhões de anos foram explorados por milhares de mineiros que ali cultivaram os seus anseios, viveram os seus amores, viram os seus filhos crescer, cuidaram dos seus idosos. Hoje é de novo futuro, terra reinventada pela vontade de muitos e sustentada pelo mais rico dos minérios: o Conhecimento.
Os Centros Ciência Viva são espaços interactivos de divulgação científica e tecnológica distribuídos pelo território nacional, funcionando como plataformas de desenvolvimento regional - científico, cultural e económico - através da dinamização dos actores regionais mais activos nestas áreas.

Planetário do Porto






Seja qual for a idade, uma visita ao Planetário é sempre um deslumbramento.
O Planetário do Porto abriu as suas portas ao público em Novembro de 1998. É propriedade da Fundação Ciência e Desenvolvimento, cujos fundadores são a Câmara Municipal do Porto e a Universidade do Porto. A gestão científica é feita pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).
O Planetário do Porto tem como missão principal o incentivo da população para a área das ciências, principalmente da astronomia e das tecnologias que lhe estão associadas. Para além das sessões, o Planetário dispõe de laboratórios cuja actividade experimental se centra nos conteúdos programáticos das escolas. Paralelamente, os espaços do Planetário são também alvo de dinamização cultural onde se realizam exposições, recitais de poesia, workshops ou lançamentos de livros. 

O Principezinho, na Quinta da Regaleira


O que é que acontece quando se junta o mais mágico dos lugares com a mais mágica das histórias jamais escritas? Acontece uma tarde absolutamente inesquecível!

No espaço encantado da Quinta da Regaleira, em Sintra, há um menino loiro, que veio de um pequeno planeta, que suspira por uma rosa e é amigo de um aviador. E há também uma raposa, que guarda o segredo da vida. A obra imortal de Antoine de Saint-Exupéry, que tem feito sonhar muitas gerações é levada à cena pela companhia de teatro BYfurcação. Os monumentais jardins e edifícios da Quinta da Regaleira, junto com um avião North-American T-6 (cedido pelo Museu do Ar), fazem parte da cenografia deste espectáculo que envolve toda a família numa experiência inolvidável de teatro de rua.
Há sessões de sexta a domingo, às 17 horas. Entre os dias 4 de Agosto e 8 de Setembro, também às quintas-feiras.
A Quinta da Regaleira fica situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO e é um lugar com espírito próprio e único. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936). A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.
O Principezinho na Quinta da Regaleira é um programa de excepção, num lugar de excepção.
Para mais informações e marcações o telefone é o 219 106 650.

Sábados Selvagens, no Jardim Zoológico de Lisboa


Tem netos, sobrinhos, afilhados? Então experimente a receita que o (a) transformará no rei (rainha) da popularidade e diga aos pais das crianças: “Que tal saírem na sexta à noite para um programa sem horário? Nós ficamos com os miúdos até ao fim da tarde de sábado.” Por menos do que isto já se conquistou definitivamente a admiração incondicional de muito genro e nora!
E depois? Depois aventure-se num Sábado Selvagem! Vai ser um programa inesquecível!
Os Sábados Selvagens do Jardim Zoológico é um programa especial de fim de semana, destinado a crianças a partir dos 4 anos, desde que acompanhadas pelos pais, tios, avós ou outros familiares adultos.
Visitar alguns bastidores, descobrir os processos diários de tratamento e alimentação dos animais são algumas das actividades preparadas pelo Jardim Zoológico nos percursos temáticos dos Sábados Selvagens. O Reptilário, a Ilha dos Lémures, a Baía dos Golfinhos e o Bosque Encantado são alguns dos locais que vão ficar a conhecer de perto. As conversas com os tratadores vão ajudar a desvendar todos os segredos e especificidades das diversas espécies animais.
Estas viagens pelo mundo animal transformar-se-ão em momentos de alto teor lúdico-pedagógico para os mais pequenos, com a grande vantagem de poderem experienciar e aprender in loco, pela mão dos tratadores, treinadores e profissionais do Jardim Zoológico.
Todos os fins de semana de Março até Novembro de 2011.
Para mais informação, visite o site do Jardim Zoológico, em http://www.zoo.pt/.

QUINTINHA DA FULIA no Jardim Zoológico de Lisboa


Já chega de computador e de televisão! Está na hora de fazer um programa diferente. Reúna os miúdos, e dediquem um dia a uma actividade cada vez mais importante, nestes tempos de crise que, em muitos aspectos, veio para ficar: a vida na quinta.


No Jardim Zoológico de Lisboa as crianças têm um espaço onde podem aprender tudo sobre os animais da quinta e conhecer de perto a tradicional horta portuguesa: a Quintinha da Fulia.
Na Quintinha da Fulia eles vão compreender que a salsa, a alface, o feijão, o tomate e todos os vegetais não nascem nas prateleiras do supermercado. Vão também poder visitar as vacas, as cabras, as ovelhas e as galinhas e aprender que, embora os animais não possam falar, eles ensinam-nos muitas coisas.
Um programa diferente que diverte e educa para uma realidade cada vez mais importante.

O PORTUGAL DOS PEQUENITOS


Fica em Coimbra, e desde a sua inauguração, em 8 de Junho de 1940, este precursor dos parques parques lúdico-pedagógicos, destinado essencialmente às crianças, tem sido uma referência para muitas gerações e um dos mais visitados em Portugal.

Projectado pelo arquitecto Cassiano Branco e construído por iniciativa do Professor Bissaya Barreto, o Portugal dos Pequenitos, cuja construção se iniciou em 1938, apresenta construções em escala reduzida representando monumentos e outros elementos sobre a arquitectura e a História de Portugal.
O Portugal dos Pequenitos organiza-se em três zonas complementares:
•            A primeira parte da construção, efectuada entre 1938 e 1940, é constituída pelo conjunto de casas regionais portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região com pomares, hortas e jardins, capelas, azenhas e pelourinhos. A este núcleo, pertence também o conjunto de Coimbra, espaço onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade.
•            A segunda fase integra a “área monumental”, espaço ilustrativo dos monumentos portugueses de norte a sul do país. De realçar a cópia da janela do Convento de Cristo (Tomar), obra em cantaria da autoria de mestre Valentim de Azevedo.
•            A terceira fase, terminada em finais da década de 1950, engloba a representação etnográfica e monumental das então províncias ultramarinas africanos, do Brasil, de Macau, do Estado Português da Índia e de Timor Português, rodeados por vegetação própria destas regiões. Esta fase integra também monumentos dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Preço das entradas:
Jovens (dos 3 aos 13)  5,50 €
Adultos (dos 14 aos 64)  8,95 €
Séniores (a partir dos 65)  5,50 €
Família (2 adultos e 2 Jovens) 23,95 € 

AS CRIANÇAS


As crianças são o melhor do mundo. São lindas, maravilhosas, uns anjinhos, o nosso maior tesouro... Graças a Deus, as nossas já estão crescidinhas. Já lá vai o tempo das fraldas, das papas, do pediatra, da carrinha da escola, das reuniões de pais.
Mais eis que começa a chegar o tempo dos netos. São lindos, maravilhosos, uns anjinhos, o nosso maior tesouro... só que com a vantagem de terem os seus próprios pais para se ocuparem das fraldas, das papas, do pediatra e do jardim-escola. Para os avós fica o resto, o que é mesmo bom: mimá-los... e devolvê-los aos pais no final de um dia de aventuras e coisas muito boas.
Por isso vamo-nos ocupar aqui das sugestões mais interessantes para um dia bem passado com os netos. Onde ir, o que fazer, como ocupar o tempo de forma a que se torne uma festa para eles e para nós.
O quê: ainda não tem netos? Então e sobrinhos, sobrinhos-netos, afilhados...? Pois, bem me parecia que sim!
E uma coisa fica desde já assente: o mimo nunca estragou ninguém!

O CALOR - Um prazer ou uma ameaça muito séria? - 1ª parte

Estamos a atravessar um Verão um bocado atípico, que mais parece Primavera, mas não podemos esquecer que se anunciava uma temporada especialmente quente. A ver vamos o que nos reserva o resto do Verão. Contudo, à cautela, devemos estar prevenidos e reflectir sobre os conselhos da Direcção Geral da Saúde e da Protecção Civil. Trata-se de um aconselhamento muito sério e que pode salvar vidas. Não esqueça  nunca que os idosos e as crianças pequenas são as pessoas mais vulneráveis aos efeitos do calor excessivo!
A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos – ondas de calor – constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte.

São mais vulneráveis ao calor:
  • As crianças nos primeiros anos de vida.
  • As pessoas idosas.
  • Os portadores de doenças crónicas (nomeadamente doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes, alcoolismo).
  • As pessoas obesas.
  • As pessoas acamadas.
  • As pessoas com problemas de saúde mental.
  • As pessoas a tomar alguns medicamentos, como anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos, anti-depressivos, neurolépticos, entre outros.
  • Os trabalhadores expostos ao sol e/ou ao calor.
  • As pessoas que vivem em más condições de habitação.
Para a prevenção dos efeitos do calor intenso recomendam-se as seguintes medidas:
  • Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.
  • As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar a Linha Saúde 24: 808 24 24 24.
  • Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.
  • Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis - ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
  • Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
  • Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais de ambiente fresco. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a existência de locais de "abrigo climatizados" perto de si.
  • No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura (um duche gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito calor, pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).
  • Evitar a exposição directa ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas. Sempre que se expuser ao sol, ou andar ao ar livre, use um protector solar com um índice de protecção elevado (igual ou superior a 30) e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas) e se estiver molhado ou se transpirou bastante. Quando regressar da praia ou piscina volte a aplicar protector solar, principalmente nas horas de calor intenso e radiação ultravioleta elevada.
  • Ao andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB.
  • Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Se o carro não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas. Levar água suficiente ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar, para a viagem e, parar para os beber. Sempre que possível viajar de noite.
  • Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.
  • Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados. Evitar actividades que exijam esforço físico.
  • Usar roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão e em conformidade com a Circular Informativa n.º 23/DA de 02/07/2009.
  • Usar menos roupa na cama, sobretudo quando se tratar de bebés e de doentes acamados.
  • Evitar que o calor entre dentro das habitações. Correr as persianas, ou portadas e manter o ar circulante dentro de casa. Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação.
  • Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.
  • Informar-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajudá-as a protegerem-se do calor.
  • As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor. As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição directa de crianças com menos de três anos. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu-de-sol; a água do mar e a areia da praia também reflectem os raios solares e estar dentro de água não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer.

O CALOR - Um prazer ou uma ameaça muito séria? - 2ª parte

O CALOR – UM PRAZER OU UMA AMEAÇA MUITO SÉRIA? – 2ª parte.
Efeitos graves do calor intenso sobre a saúde – sintomas e medidas de prevenção
O nosso corpo esforça-se por manter uma temperatura corporal interna constante de 37ºC ao longo do tempo. Durante os períodos de calor intenso, o corpo produz suor, sendo esta a principal forma que permite o arrefecimento do corpo à medida que o suor produzido se evapora. Quando os níveis de humidade do ar aumentam, o suor não consegue evaporar tão depressa como seria aconselhável. A evaporação do suor pára completamente quando a 
humidade relativa atinge os 90%. Nestas circunstâncias, a temperatura do corpo aumenta e o consequente aumento da produção do suor pode levar à desidratação excessiva, podendo provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros órgãos, ou até mesmo à morte.
Em situações extremas de exposição ao calor intenso, particularmente durante vários dias consecutivos, podem surgir doenças relacionadas com o calor, como as cãibras por calor, esgotamento devido ao calor e golpes de calor, situações que pela sua gravidade podem obrigar a cuidados médicos de emergência.
Golpe de Calor
Esta situação ocorre quando o sistema de controlo da temperatura do corpo do indivíduo deixa de trabalhar deixando de produzir suor para proporcionar o arrefecimento do corpo. A temperatura corporal pode, em 10-15 minutos, atingir os 39ºC provocando deficiências cerebrais ou até mesmo a morte se o indivíduo não for socorrido de forma rápida.
Sintomas
Os sintomas incluem febre alta, pele vermelha, quente, seca e sem produção de suor, pulso rápido e forte, dor de cabeça, náuseas, tonturas, confusão e perda parcial ou total de consciência.
O que fazer?
Chamar de imediato um médico ou ligar para o número de emergência 112, seguindo os seguintes procedimentos até à sua chegada.
  • Mover o indivíduo para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado.
  • Refrescar o indivíduo aplicando toalhas húmidas ou pulverizando com água fria o seu corpo.
  • Arejar o indivíduo agitando o ar vigorosamente ou com um ventilador.
  • Se não estiver consciente, não dar líquidos.
  • O golpe de calor requer ajuda médica imediata uma vez que o tratamento demorado pode resultar em complicações a nível do cérebro, rins e coração.
Esgotamento devido ao calor
Resulta da alteração do metabolismo hidro-electrolítico provocada pela perda excessiva de água e de electrólitos pela sudação. Esta situação pode ser especialmente grave nas pessoas idosas e nas pessoas com hipertensão arterial.
Sintomas
Os sintomas incluem sede intensa, grande sudação, palidez, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos e desmaio. A temperatura do corpo pode estar normal, abaixo do normal ou ligeiramente acima do normal. O pulso fica filiforme alterando entre fraco e rápido e a respiração torna-se rápida e superficial.
O que fazer?
Chamar de imediato o médico ou ligar para o número de emergência 112, seguindo os seguintes procedimentos até à sua chegada.
  • Mover o indivíduo para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado.
  • Refrescar o indivíduo aplicando toalhas húmidas ou pulverizando com água fria o seu corpo.
  • Deitar o indivíduo e levantar-lhe as pernas.
  • Dar a beber sumos de fruta natural sem açúcar e/ou bebidas contendo electrólitos (bebidas para desportistas), se estiver consciente.
Cãibras por calor
As cãibras podem resultar da simples exposição a calor intenso, quando se transpira muito após períodos de exercício físico intenso e de uma hidratação inadequada só com água sem substituição dos electrólitos perdidos na transpiração. Embora menos grave que as anteriores, esta situação pode também necessitar de tratamento médico. As cãibras são especialmente perigosas em pessoas com problemas cardíacos ou com dietas hipossalinas (pobres em sal).
Sintomas
Manifestam-se por espasmos musculares dolorosos do abdómen e das extremidades do corpo (pernas e braços), provocados pela perda de sais e electrólitos.
O que fazer?
  • Parar o exercício, se for o caso, e descansar num local fresco e calmo.
  • Esticar os músculos e massajar suavemente.
  • Beber sumos de fruta natural sem adição de açúcar e/ou bebidas contendo electrólitos (bebidas para desportistas).
  • Procurar ajuda médica se as cãibras persistirem.
Para evitar todas estas situações provocadas pela exposição ao calor intenso proteja-se da exposição solar e procure locais frescos, ou com ar condicionado, durante o período de maior calor, em especial se estiver acompanhado de crianças pequenas, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas.

LEITURAS PARA OS MAIS NOVOS 1




Se para nós umas horas inteiramente dedicadas à leitura é um prazer – digamos mesmo um luxo! -, nem sempre é fácil convencer os mais novinhos dessa alternativa ao computador, aos jogos ou à televisão.  No entanto, vale a pena um esforço! A oferta é variada e muito aliciante e existem variantes para todas as idades e gostos, dominando a aventura, a fantasia, a imaginação e o humor.Publicaremos aqui algumas sugestões, devidamente validadas pelo nosso “painel” de serviço - leitores exigentes na faixa dos 7 aos 12 anos.
Hoje vamos falar daquilo que se pode considerar um “achado”, a “fórmula secreta” para pôr o mais renitente a rever a matéria dada e a preparar um regresso às aulas “sem dor”. Trata-se de uma edição de três volumes de actividades intitulados “Aprende e Diverte-te nos Teus Tempos Livres!” e o “professor” é nem mais nem menos do que Geronimo Stilton, o herói de tantos livros que ganharam enorme popularidade entre os mais novos. Todas as actividades estão estruturadas de acordo com as diferentes áreas de conhecimento contempladas no programa dos 4 anos do ensino básico: Língua Portuguesa / Inglês / Matemática / Estudo do Meio / Expressão Plástica / Formação Cívica / Leitura e Compreensão. Os exercícios destes livros ajudam, de forma clara e agradável, a consolidar a aprendizagem dos conteúdos já adquiridos. Nas páginas de Leitura e Compreensão são incluídos excertos das aventuras de Geronimo Stilton!
Aliás, toda a colecção de aventuras deste herói é uma boa aposta. São 43 volumes, todos da Editorial Presença, que tem o exclusivo deste simpático e destemido ratinho.
Temos o nosso “painel” a trabalhar para apresentarmos aqui novas sugestões. Esteja atento.

LEITURAS PARA OS MAIS NOVOS 2


É também da Editorial Presença, que dedica uma atenção particular à literatura infanto-juvenil, a sugestão de hoje. É, uma vez mais, uma colecção. As colecções são muito populares entre os jovens porque permitem acompanhar as aventuras de personagens que se lhes vão tornando familiares, abrindo sempre o apetite para o próximo volume.
A que hoje aqui recomendamos chama-se Ulysses Moore, e é de Pierdomenico Baccalario, um autor italiano que enriquece as fileiras dos autores para jovens com uma produção de muita qualidade.


A nossa sugestão é que comecem pelo primeiro volume da série, intitulado “A Porta do Tempo”. A sinopse disponibilizada pela editora diz o seguinte: Em Kilmore Cove, na Cornualha, existe uma antiga mansão que esconde inquietantes mistérios. Jason e Julia, dois irmãos gémeos de onze anos, são os seus novos habitantes. Juntamente com Rick, um novo amigo, descobrem que o ex-proprietário, Ulysses Moore, deixou pistas e códigos que os conduzirão, através de túneis e passagens secretas, à maior aventura das suas vidas. Mas conseguirão eles desvendar a verdade acerca dos estranhos acontecimentos que envolvem a Vivenda Argo e a vida de Ulysses Moore ou serão travados por algo mais sinistro?


Emoção assegurada da primeira à última página!

LEITURAS PARA OS MAIS NOVOS 3

Desta vez a sugestão tem a chancela das Edições Europa-América. O nosso “painel” delirou e insistiu na recomendação. O título é “Factos Marados”, de Terry Deary e Martin Brown e é a prova de que aprender não tem de ser chato. O site da editora apresenta a obra com a seguinte abordagem:
Factos Marados. A História que não esconde as piores partes! Queres saber os factos mais marados da História? O livro FACTOS MARADOS está cheio das histórias mais horrorosas e dos recordes mais pavorosos.


Que gente famosa comeu até rebentar?
Os maiores desastres que fizeram muita gente esticar o pernil.
Reis malucos que tinham um parafuso a menos.
Os romanos que já faziam "grafittis".
Formas de tortura de fazer falar um mudo.
É sucesso garantido! 
E a melhor notícia é que a colecção não fica por aqui. Tem mais títulos, entre os quais, “Os Terríveis Egípcios”, “A Terrível História do Mundo” ou “Os Romanos Sanguinários”... e por aí fora.

O ENVELHECIMENTO NA MULHER

O ENVELHECIMENTO NA MULHER
Se os preconceitos em relação à prática sexual no homem a partir de uma certa idade são muitas vezes “dourados” pelos encantos da maturidade, o mesmo é mais difícil de ver aplicado à mulher. São séculos de uma cultura que relega a mulher para a condição de “animal reprodutor” que estão entranhados em nós e que levam à ideia preconcebida de que, após a menopausa, a vida sexual da mulher terminou.

Nada de mais errado! Se a mulher, seja de que idade for, estiver em boas condições gerais de saúde, não existem limitações orgânicas à sua actividade sexual.
A única coisa que se altera com a menopausa é a capacidade da mulher para engravidar. A menopausa inicia-se geralmente por volta dos 45 anos, mas essa idade varia de mulher para mulher. No seu organismo verificam-se nesta fase modificações hormonais e metabólicas que têm como consequência a interrupção do processo da ovulação e da menstruação.
Apesar dessas modificações, não existem razões orgânicas para que a sexualidade feminina se altere com a menopausa. Antes pelo contrário, a mulher, liberta da possibilidade de engravidar, em muitos casos vê o seu interesse pelo sexo aumentar.
É no campo emocional que se verificam muitas vezes os entraves para que a mulher viva plenamente uma vida sexual livre de complexos. As alterações hormonais trazem consigo alguns pequenos problemas como a acumulação de gordura, a diminuição da elasticidade da pele e a secura vaginal, devido à diminuição dos estrogénios. Esses pequenos problemas são muitas vezes responsáveis pela diminuição da auto-estima, conduzindo a um bloqueio psicológico do desejo sexual.
A medicina tem feito avanços notáveis nestas áreas, como em muitas outras, e não existe hoje qualquer justificação para que a mulher fique presa a preconceitos ultrapassados. Continuar a cuidar da beleza do corpo e do rosto, fazer uma vida saudável e activa e beneficiar das inovações científicas – sempre por indicação de um profissional de saúde - para “corrigir” os pequenos incómodos que derivam da menopausa são as medidas indicadas para a mulher continuar a viver a sua  sexualidade, independentemente da idade.

O CASAL E O SEXO

Filhos criados, situação estabilizada, mais tempo para uma vida a dois, para fazer todas aquelas coisas que foram sucessivamente adiando – inclusivamente novas experiências numa vida sexual agora sem preocupações e com a casa toda por conta deles -, eis o casal que ultrapassou a barreira dos 45 e que começa a nova fase da sua vida.

E, de repente, as coisas não parecem tão excitantes como seria de prever. O até aí tão charmoso parceiro começa a adormecer em frente da televisão, a ter incómodos digestivos, a jogar poker na internet, sem reagir aos estímulos da parceira. Esta já não o reconhece – ele, que parecia estar sempre pronto! - e não sabe a que atribuir um comportamento tão esquivo. Então, com o cérebro preenchido com os preconceitos de gerações, culpa-se a si própria: está gorda, tem rugas, flacidez, estrias... ele já não a quer! E afasta-se, acabrunhada, sentindo que falhou em toda a linha.
Está instalado o grande equívoco. Se ele não responde de imediato aos estímulos, então ela, a culpada, deixa de fazer as tentativas que começa a considerar patéticas, conduzindo ao afastamento.
Ele, entretanto, cada vez percebe menos o que é que se está a passar. Fecham-se cada um na sua concha e adeus, vida sexual! E, consequentemente, adeus, amor, já que sexo e amor andam normalmente ligados.
E afinal, o que é que está mal? A falta de comunicação! Não caiam nesse logro! Falem, sejam francos e sinceros, expliquem-se. Consultem o médico, se for caso disso, mas não desistam! O sexo pode prolongar-se até muito tarde, com prazer para os dois. Dispam-se... de preconceitos e abracem... uma vida sexual perfeita. Há imensos métodos e auxiliares a que é possível recorrer, descubram-nos juntos e verão que o sexo nunca foi melhor... foi apenas diferente.