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O ENVELHECIMENTO NA MULHER

O ENVELHECIMENTO NA MULHER
Se os preconceitos em relação à prática sexual no homem a partir de uma certa idade são muitas vezes “dourados” pelos encantos da maturidade, o mesmo é mais difícil de ver aplicado à mulher. São séculos de uma cultura que relega a mulher para a condição de “animal reprodutor” que estão entranhados em nós e que levam à ideia preconcebida de que, após a menopausa, a vida sexual da mulher terminou.

Nada de mais errado! Se a mulher, seja de que idade for, estiver em boas condições gerais de saúde, não existem limitações orgânicas à sua actividade sexual.
A única coisa que se altera com a menopausa é a capacidade da mulher para engravidar. A menopausa inicia-se geralmente por volta dos 45 anos, mas essa idade varia de mulher para mulher. No seu organismo verificam-se nesta fase modificações hormonais e metabólicas que têm como consequência a interrupção do processo da ovulação e da menstruação.
Apesar dessas modificações, não existem razões orgânicas para que a sexualidade feminina se altere com a menopausa. Antes pelo contrário, a mulher, liberta da possibilidade de engravidar, em muitos casos vê o seu interesse pelo sexo aumentar.
É no campo emocional que se verificam muitas vezes os entraves para que a mulher viva plenamente uma vida sexual livre de complexos. As alterações hormonais trazem consigo alguns pequenos problemas como a acumulação de gordura, a diminuição da elasticidade da pele e a secura vaginal, devido à diminuição dos estrogénios. Esses pequenos problemas são muitas vezes responsáveis pela diminuição da auto-estima, conduzindo a um bloqueio psicológico do desejo sexual.
A medicina tem feito avanços notáveis nestas áreas, como em muitas outras, e não existe hoje qualquer justificação para que a mulher fique presa a preconceitos ultrapassados. Continuar a cuidar da beleza do corpo e do rosto, fazer uma vida saudável e activa e beneficiar das inovações científicas – sempre por indicação de um profissional de saúde - para “corrigir” os pequenos incómodos que derivam da menopausa são as medidas indicadas para a mulher continuar a viver a sua  sexualidade, independentemente da idade.

O CASAL E O SEXO

Filhos criados, situação estabilizada, mais tempo para uma vida a dois, para fazer todas aquelas coisas que foram sucessivamente adiando – inclusivamente novas experiências numa vida sexual agora sem preocupações e com a casa toda por conta deles -, eis o casal que ultrapassou a barreira dos 45 e que começa a nova fase da sua vida.

E, de repente, as coisas não parecem tão excitantes como seria de prever. O até aí tão charmoso parceiro começa a adormecer em frente da televisão, a ter incómodos digestivos, a jogar poker na internet, sem reagir aos estímulos da parceira. Esta já não o reconhece – ele, que parecia estar sempre pronto! - e não sabe a que atribuir um comportamento tão esquivo. Então, com o cérebro preenchido com os preconceitos de gerações, culpa-se a si própria: está gorda, tem rugas, flacidez, estrias... ele já não a quer! E afasta-se, acabrunhada, sentindo que falhou em toda a linha.
Está instalado o grande equívoco. Se ele não responde de imediato aos estímulos, então ela, a culpada, deixa de fazer as tentativas que começa a considerar patéticas, conduzindo ao afastamento.
Ele, entretanto, cada vez percebe menos o que é que se está a passar. Fecham-se cada um na sua concha e adeus, vida sexual! E, consequentemente, adeus, amor, já que sexo e amor andam normalmente ligados.
E afinal, o que é que está mal? A falta de comunicação! Não caiam nesse logro! Falem, sejam francos e sinceros, expliquem-se. Consultem o médico, se for caso disso, mas não desistam! O sexo pode prolongar-se até muito tarde, com prazer para os dois. Dispam-se... de preconceitos e abracem... uma vida sexual perfeita. Há imensos métodos e auxiliares a que é possível recorrer, descubram-nos juntos e verão que o sexo nunca foi melhor... foi apenas diferente.

A IDADE E A LIMITAÇÃO DA ACTIVIDADE SEXUAL

Uma das principais alterações no comportamento sexual masculino observadas com a idade, é o tempo necessário para que a erecção se processe. Se no jovem a erecção ocorre imediatamente após um estímulo erótico, com o passar do tempo esse tempo de reacção será maior. As próprias sensações oriundas do pénis são igualmente transmitidas ao cérebro com menor rapidez e intensidade, o que faz com que, com a idade, o homem necessite de uma estimulação táctil maior e mais prolongada do que um jovem. Também a quantidade do esperma pode diminuir, o que se deve à menor secreção de líquidos pelas vesículas seminais e próstata. A força do jacto ejaculatório poderá igualmente diminuir, contudo, contrariamente ao que se passa na mulher, a capacidade reprodutora não é interrompida.
Nenhuma destas alterações tem “data marcada” e não se verificam de um momento para o outro. O desejo pode manter-se, inalterado ou com poucas alterações, com o avançar da idade, independentemente dos níveis de testosterona no sangue. A responsabilidade do desejo é muito mais dos estímulos emocionais do que do simples estímulo hormonal, o que justifica que se encontre o nível de desejo sexual preservado mesmo em homens de idade muito avançada.
Como em todos os outros aspectos ligados ao envelhecimento, a qualidade de vida é de importância fundamental. Fazer uma alimentação variada e rica nos elementos nutricionais mais importantes, fazer exercício físico adequado à idade, ocupar o tempo com actividades intelectualmente estimulantes e recorrer, se necessário, ao aconselhamento dos profisssionais de saúde, são factores fundamentais para manter uma vida sexual saudável e activa, idependentemente da idade.

O ENVELHECIMENTO NO HOMEM

Podemos dourar a pílula de todas as formas que quisermos. Podemos dizer que a passagem dos anos traz mais sabedoria, mais calma, mais conhecimentos. Mas isso não impede que a passagem dos anos vá deixando as marcas por vezes menos desejáveis. Se o homem consegue muitas vezes lidar bem com os cabelos brancos e as rugas, que lhe conferem o charme da experiência, já não lida tão bem com aquilo que se designa, por analogia com a menopausa nas mulheres, de andropausa.
A analogia serve, para se compreender a situação, contudo as condições são diferentes porque no caso do homem não se verificam alterações clínicas e laboratoriais tão marcantes como as que acompanham a menopausa na mulher.
O que é então a andropausa?
Esta fase da vida do homem caracteriza-se pela diminuição da actividade física e sexual, perda da massa muscular e da densidade óssea e distúrbios do humor, alterações essas determinadas pela diminuição dos níveis de testoterona no sangue. De todas, a que mais preocupa os homens é a diminuição da actividade sexual.
O que fazer, então, para minorar os efeitos dessa alteração?
Comecemos pelo que NÃO se deve fazer: entrar em depressão, guardar para si as preocupações e achar que a situação é irremediável, começar a recorrer a mezinhas e tratamentos que “deram muito bom resultado nos outros”.
O que fazer: procurar o aconselhamento de um profissional de saúde, que dispõe de uma vasta panóplia de soluções. Saberá tranquilizar o paciente e despertá-lo para a consciência de que ele será perfeitamente capaz de manter uma actividade sexual plenamente satisfatória.
Voltaremos a este tema em breve, com algumas explicações que ajudarão a dar o primeiro passo na resolução deste problema natural da idade.

DISFUNÇÃO ERÉCTIL

Com a evolução de hábitos e costumes que se tem verificado nas últimas décadas, o comportamento sexual deixou de ser tabu e temas como a impotência deixaram de estar na sombra, passando a ser debatidos e, simultaneamente, soluções começaram a ser apresentadas para bem de todos so que viviam as situações como um drama pessoal e com o qual sofriam em silêncio.
A disfunção eréctil era encarada como uma evolução natural e inevitável no homem, mais um mal que acompanhava a passagem dos anos e com o qual os homens se conformavam... ou não.

A grande revolução surgiu com o lançamento de um comprimidinho azul, “milagroso”, que permitia reencontrar a potência e a alegria de viver. Como qualquer produto que apareça no mercado, o “comprimido azul”, cuja fama precedeu a sua comercialização, foi objecto de campanhas publicitárias. Foi o desbloquear do tabu. A partir desse momento, a disfunção eréctil passou a fazer parte do léxico comum e a ser descrita como um quadro clínico muito mais comum do que se julgava.
Com efeito, sabemos agora de fontes seguras, que a disfunção eréctil atinge, em diversos níveis de intensidade, mais de 50% da população masculina entre os 40 e os 70 anos, ascendendo assim a centenas de milhões de homens em todo o mundo, sendo de esperar que esse número aumente consideravelmente nos próximos anos devido ao crescimento da população idosa.
O sucesso dos medicamentos por via oral veio originar um negócio de milhões e milhões de dólares, ao qual se somam as importâncias consideráveis geradas por outros tipos de medicação e tratamentos para o mesmo efeito.
No entanto, uma coisa muito importante há que ter em conta: medicamentos são medicamentos e não existem medicamentos “inofensivos”. Cada pessoa é um caso e, antes de tomar qualquer medicamento, há uma opinião que NUNCA se pode dispensar: a do MÉDICO.