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E os olhos das suas crianças, como estão?


Vão começar as aulas. Os livros, as mochilas, os ténis e os fatos de treino estão já a postos. Apesar de o fim das férias deixar uma certa nostalgia, a excitação de voltar à escola e reencontrar os amigos faz já esquecer os dias de liberdade. 
É claro que os pais se preocuparam em verificar se as vacinas estão em dia e as crianças irão receber os seus cheques de medicina preventiva dentária. Mas... e os olhos? 
Por vezes é difícil apercebermo-nos de alguma dificuldade na visão das crianças. Elas não têm a percepção exacta do que isso significa e “ver bem” não é um conceito fácil de avaliar para os mais pequeninos. Por isso, além da visita regular ao pediatra, as crianças devem ser levadas uma vez por ano ao oftalmologista. É nessas idades que podem surgir problemas, como o estrabismo, a miopia, a hipermetropia ou o astigmatismo, que devem ser acompanhadas porque podem até prejudicar o rendimento escolar. 

Deve ter-se atenção ao comportamento da criança e se ela piscar ou esfregar muito os olhos, se tiver problemas em ler o que está no quadro, na escola, se ao ler fechar ou tapar um olho para ver melhor, se colocar a cabeça num ângulo estranho, ou se se queixar de dores de cabeça, uma visita ao oftalmologista impõe-se. Se a criança precisar de usar óculos, encontrará no mercado uma gama adequada a todas as idades que, para além de oferecerem todas as condições de segurança e comodidade, são bonitos e divertidos, tornando o seu uso fácil e descomplicado. 
Quando a criança vai crescendo e entra na adolescência, é indispensável continuar a seguir atentamente a evolução do problema de visão porque a doença evolui e os óculos ou lentes deixam de ser adequados, provocando normalmente dificuldades de visão e dores de cabeça.

A Lista de Compras

Está para muito breve. Os pais vão andar atarefados nestes dias que faltam, com a compra de material escolar, livros e roupas. Já se sabe que são dias de correrias, de loja em loja, procurando conciliar o orçamento doméstico com os apelos do consumismo...
Sabemos também que a vida não pára e o tempo não dá para tudo, por isso lembrámo-nos de deixar aqui umas sugestões extra, acerca daqueles pormenores que também são importantes. São dicas simples sobre temas corriqueiros, mas alguém tem de pensar neles e, se calhar, os pais aceitarão de bom grado uns pequenos lembretes.
Tem sobrinhos, netos, sobrinhos-netos, afilhados ou afins, cujos pais não tenham mãos a medir nestes dias? Ofereça-se para preparar com eles uma lista de compras para o regresso às aulas. As grandes superfícies disponibilizam nesta época folhetos com uma vasta escolha de material escolar, bem como secções sobre o tema do regresso às aulas, nas suas páginas online. Se tem um bocadinho livre, sente-se com eles e ensine-os a gerir um orçamento realista. Lembre-lhes que nem sempre o preço e a novidade são os factores mais importantes para uma boa escolha. A novidade cansa depressa e as coisas mais caras nem sempre são as melhores. O importante é que ponderem nas suas escolhas, evitando a compra por impulso. Se levarem este “trabalho de casa” feito, a ida às compras com os pais correrá de certeza muito melhor!

Mochilas, Roupa e Segurança


Sabemos que, normalmente, os pais são muito responsáveis na altura de decidir qual a melhor mochila e a roupa mais adequada para os filhos levarem para a escola. No entanto, no meio do stress do momento das compras, muitas vezes os pais são levados a ceder aos impulsos consumistas que levam os miúdos a querer a mochila com o seu herói de BD preferido, ou com o seu clube de futebol. Em casa, com calma, numa conversa prévia, num ambiente descontraído, aproveite a oportunidade para lhes lembrar que terão “bué de oportunidades” para exibirem as cores do seu clube ou as imagens do seu herói e que a mochila deverá durar pelo menos um ano e obedecer a certos aspectos essenciais: deve ser leve porque o material escolar que vai transportar já é de si bastante pesado; deve ser resistente; deve ter alças largas para ser transportada comodamente às costas; e, por fim, deve ter o tamanho adequado às necessidades da criança. Às vezes, as mochilas mais bonitas são as mais simples, porque não passam de moda e quando estrear o próximo filme da Pixar ou da Disney não vão de certeza ficar ultrapassadas.

Quanto à roupa, as estatísticas indicam que em todo o mundo se regista uma grande quantidade de acidentes provocados por cordões, fixos ou deslizantes, na roupa. Esses acidentes acontecem essencialmente no grupo etário até aos 8 anos devido ao uso de cordões no capuz dos casacos, que podem ficar presos em equipamentos de recreio, por vezes com consequências fatais, e no grupo etário até aos 14 anos, em que o uso de cordões para apertar os blusões tem sido responsável por acidentes graves, ao ficarem presos em portas de veículos, elevadores e outros.
Portanto, na hora de escolher a roupa, lembrem aos pais: quanto mais simples, prático e cómodo, mais seguro!

Lanches e Ecologia

Lembra-se do tempo em que levava para a escola o lanche num saquinho de guardanapo com o seu nome bordado? Nós lembramo-nos. E lembramo-nos que os saquinhos duravam um ano inteiro e passavam de ano connosco! 
A facilidade e as pressas levam agora a que as crianças levem para a escola o lanche embrulhado em película plástica e em embalagens descartáveis muito práticas, mas que se vão juntar diariamente à quantidade exorbitante de lixo que as sociedades da abundância nos habituaram a produzir como se não houvesse amanhã. Pois há amanhã e ele não é nada bonito de se ver, no que respeita à capacidade do planeta para se ver livre do lixo que produzimos irresponsavelmente. Nos Estados Unidos, há cada vez mais escolas a pedir aos alunos que utilizem apenas recipientes reutilizáveis para transportarem as suas refeições, incluindo as bebidas, em vez das embalagens unitárias. Recentemente, o New York Times publicou um artigo em que se dava conta da entusiástica adesão que estas medidas estão a ter.
Não estamos a sugerir que borde saquinhos de guardanapo com o nome dos seus netinhos, até porque isso não deve fazer muito o género deles, mas uma conversa sobre as questões ecológicas envolvidas terá certamente frutos muito saborosos: as crianças são muito sensíveis às questões relacionadas com o futuro do planeta e serão certamente muito premeáveis à sugestão de optar por recipientes reutilizáveis para levar o lanche ou o almoço para a escola – eles gostam de sentir que estão a colaborar para proteger o seu planeta. E, para além disso, convém não esquecer que a sociedade da abundância já era...